quarta-feira, 12 de maio de 2010

Educação reprovada

Saiu no noticiário: Menina foi espancada na escola por alunos. Responsável pela escola transferiu os agressores para outra instituição.

Qual sentença não faz sentido?


Transferir os alunos é transferir o problema, é trocar seis por meia dúzia, é tapar o sol com a peneira. Como saber e garantir que os alunos receberão acompanhamento psicológico para entender a raiz do problema? A notícia não deveria acabar aí.

Aí esbarro num projeto de lei entregue pelo deputado Inocêncio Oliveira querendo transformar em lei a responsabilidade das escolas em coibir e combater todos os tipos de violência entre os alunos.

O governo de Pernambuco até criou o "Pacto pela Vida" onde em uma das ações policiais fazem ronda nas escolas. Não sei se a idéia é de mudar o conceito de polícia que temos hoje. Creio que não. Polícia, pra mim, ainda representa sinal de autoridade, intimidação e até ameaça.
Colocar um "puliça" nas escolas não resolve a raiz do problema.

Em uma escola no centro do Recife mesmo, alunos eram vistos consumindo drogas e bebida alcoolica no pátio em frente a escola.
A situação tomou uma forma tão grande que quando o problema acumula fica mais difícil pra resolver. Lá pelo visto não tinha nem polícia, nem educador.

Polícia é o de menos pois iria provavelmente recriminar, dar um tapa na mão do aluno e dizer pra não fazer mais isso. Polícia intimida mas não resolve. Quem quiser fazer "coisa errada ou proibida" faz de novo, em outra hora, em outro lugar.

Mas onde estão os educadores? Onde estão os pais? Quem era pra jogar no mesmo time acaba entrando pro time adversário.

Não acho que transferir a responsabilidade para a escola seja a solução mas acredito muito numa reforma no sistema educacional e numa parceria entre sociedade, pais e escola.

Um comentário:

  1. Sem dúvida! Uma profunda e real reforma da Educação se faz necessaríssima!

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